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08 Ago

Em Guarulhos, HMCA cria estrutura e criança é desospitalizada após 292 dias na UTI

Ela ficou 292 dias na UTI do Hospital Municipal da Criança e do Adolescente (HMCA), em Guarulhos (SP), administrado pelo IDGT. Quando deu entrada na emergência com problemas respiratórios, em setembro de 2018, I.C.S. tinha apenas três meses de idade. Ao longo da internação, sofreu duas paradas cardíacas. Como seu desenvolvimento estava abaixo do esperado, passou por uma longa bateria de exames. E o resultado foi difícil: Atrofia Muscular Espinhal (AME), uma doença genética que atinge a coluna vertebral.

Após o diagnóstico, com o quadro estabilizado e uma série de avaliações concluídas, segundo Kelly Cristina Oliveira, coordenadora de enfermagem da UTI, o neurologista responsável indicou que o tratamento ambulatorial era o mais adequado. “Neste momento começamos a treinar o pai e a mãe para que pudessem cuidar dela em casa, da maneira correta.”

A desospitalização só foi possível após um longo período de instrução no HMCA, onde foram ensinadas técnicas de enfermagem e fisioterapia, de cuidados com a pele e higiene pessoal. Como toda a alimentação é feita por meio de uma sonda gástrica, ligada diretamente ao estômago, os pais também aprenderam como preparar a dieta adequada.

Para completar a estrutura necessária, o HMCA pediu apoio da prefeitura de Guarulhos, por meio da EMAD (Equipe Multidisciplinar de Assistência Domiciliar). “Eles atenderam nossa solicitação e ela foi pra casa ontem (06.08.2019). Uma vez por semana a equipe do EMAD (médico, enfermeira, fisioterapeuta e técnico de enfermagem) irá até a casa dela. Sem este suporte o tratamento na residência não seria possível”, explicou a enfermeira.

A desospitalização é uma tendência recente, mas só pode ocorrer com muita responsabilidade e em sintonia com a rede de serviços. “Hoje, ela não tem nenhum tipo de infecção, não usa medicamentos e não tem mais a necessidade de estar num leito hospitalar. Com a estrutura que criamos na residência, não era necessário e nem era bom mantê-la aqui”, completou a coordenadora.

Além do apoio do EMAD e do treinamento dado aos pais, o tratamento domiciliar conta com um BiPAP (respirador mecânico), oxigênio e um concentrador de oxigênio.

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