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15 Mai

Scania repara seis respiradores do HMPB, em Guarulhos


O Hospital Municipal Pimentas Bonsucesso (HMPB), em Guarulhos (SP), administrado pelo IDGT, foi beneficiado por uma iniciativa do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e dez grandes indústrias. Uma delas é a Scania do Brasil, que reparou seis respiradores do HMPB. Todos já foram recolados em uso.


“Entendemos que a pandemia passou a ser um problema comum e de responsabilidade de todos. Por isso, a Scania Latin America aderiu à ‘Iniciativa + Respiradores’, coordenada pelo SENAI, que nos deu a possibilidade de, a partir de nosso expertise, consertar respiradores e ajudar a mitigar as consequências da COVID-19 em nossa sociedade. Tem sido uma experiência muito gratificante para todos os envolvidos, de uma forma inédita, com nosso trabalho, contribuir para salvar vidas”, comenta Gustavo Bonini, diretor de Relações Institucionais da Scania.

O IDGT e o HMPB agradecem o apoio recebido da Scania e do Senai. “Estes equipamentos são vitais. Hoje, mais do que nunca, representam esperança para muitas pessoas que lutam contra o coronavírus. Deixo aqui meu sincero agradecimento à Scania e ao Senai”, afirmou Renato Pirotto, diretor administrativo do HMPB.


O projeto
O Senai e dez grandes indústrias se uniram para realizar a manutenção de respiradores mecânicos, a fim de ajudar no tratamento de pacientes com covid-19.  A rede voluntária conta com 39 pontos para receber os equipamentos, entre unidades do SENAI e plantas das seguintes empresas: ArcelorMittal, Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Ford, General Motors, Honda, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Poli-USP, Jaguar, Land Rover, Renault, Scania, Toyota, Vale e Volkswagen do Brasil.

Os pontos da “Iniciativa + Manutenção” de Respiradores estão em 19 estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraína, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte , Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo.

“O SENAI tem enorme satisfação de coordenar esse grupo de empresas, estruturando toda uma rede de serviços para ampliar a capacidade de manutenção dos ventiladores pulmonares”, afirma o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi. “Esta é uma agenda extremamente importante dado o cronograma crítico da covid-19 e a necessidade determinante de ter o maior número de equipamentos com prontidão, em funcionamento”, completa.

No final de março, quando o projeto foi iniciado, mais de 3.6 mil ventiladores pulmonares estavam fora de operação no Brasil, seja porque foram descartados ou têm necessidade de manutenção, de acordo com a LifesHub Analytics e a Associação Catarinense de Medicina (ACM). Segundo os dados, existem 65.235 desses equipamentos no país, sendo 17.837 na rede privada e 47.398 no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os respiradores mecânicos são essenciais no tratamento de doentes que apresentam sintomas graves da covid-19, pois a Síndrome Respiratória Aguda Grave é um dos efeitos mais sérios da doença. A estimativa é que cada ventilador recuperado poderá atender até dez pessoas.

(Com informações do Senai)

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